O inverno da Europa pode ser pior do que se imagina. Além de todo o frio, tem a história dos dias serem bem mais curtos. Como já comentei, perto de 16h já está escuro. Triste.
Na semana passada eu estava lendo uma revista brasileira editada aqui em Londres -- Leros -- e um artigo falava sobre uma síndrome que afeta uma boa porcentagem da população européia com a chegada do inverno, em função da falta de luz solar. SAD, abreviação para Seasonal Affected Disorder. A matéria também comentava que os quadros de depressão aumentam bastante nessa época e que as pessoas também ficam mais irritadas, tristes e comem muito mais doces do que o normal.
O índice de suicídio também aumenta bastante, principalmente nos países mais ao norte, como Noruega, Finlândia, Suécia e Rússia, onde o frio é ainda mais intenso, com temperaturas que podem chegar à -40°. Nem consigo imaginar.
Porém, existem tratamentos naturais para essa síndrome. Um deles é um óleo chamado Siberian Fir. Deve-se pingar algumas gotas desse óleo num pedaço de algodão e deixar perto do aquecedor. O aroma provoca um estímulo semelhante à luz do sol nos hormônios de quem o inala.
Achei super interessante. Para esse tipo de tristeza já existe um meio.
E tenho que concordar: o frio é legal, mas não sempre. Às vezes irrita um pouco mesmo. Hehehehe.
Beijão para todos.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Fist Impressions of Amsterdam!
Estive em Amsterdam no último final de semana.
Para mim, ela é feita de duas partes muito diferentes: o dia e a noite. Rs.
Para mim, ela é feita de duas partes muito diferentes: o dia e a noite. Rs.
O dia.
Amsterdam é uma cidade pequena, que pode ser conhecida quase por inteira a pé ou de bicicleta. Novamente não me aventurei nas bicis porque estava realmente muito frio. E como a cidade é pequeninha e dividida por canais, foi bem tranquilo e bonito o turismo a pé.
A paisagem é encantadora, de verdade. Os canais, a arquitetura, as ruelas, as feirinhas... Tudo muito lindo.
É super fácil e bastante tranquilo andar por lá. Mas deve-se ter bastante cuidado com as bicicletas. Às vezes a gente esquece de olhar para o lado para atravessar a ciclovia, e sempre tem uma bici vindo. Em toda a cidade há ciclovias. Em algumas ruas, inclusive, só é permitido caminhar ou andar de bici. Nas grandes avenidas, onde teoricamente o movimento de automóveis seria mais intenso, é super tranquilo. Muito interessante.
E como são simpáticos os holandeses. Sorridentes e dispostos. Bem diferentes do povo de Londres. E nem estou falando apenas dos ingleses.
O sol foi gentil e permaneceu durante o dia, o que deixa tudo ainda mais bonito.
Amsterdam é uma cidade pequena, que pode ser conhecida quase por inteira a pé ou de bicicleta. Novamente não me aventurei nas bicis porque estava realmente muito frio. E como a cidade é pequeninha e dividida por canais, foi bem tranquilo e bonito o turismo a pé.
A paisagem é encantadora, de verdade. Os canais, a arquitetura, as ruelas, as feirinhas... Tudo muito lindo.
É super fácil e bastante tranquilo andar por lá. Mas deve-se ter bastante cuidado com as bicicletas. Às vezes a gente esquece de olhar para o lado para atravessar a ciclovia, e sempre tem uma bici vindo. Em toda a cidade há ciclovias. Em algumas ruas, inclusive, só é permitido caminhar ou andar de bici. Nas grandes avenidas, onde teoricamente o movimento de automóveis seria mais intenso, é super tranquilo. Muito interessante.
E como são simpáticos os holandeses. Sorridentes e dispostos. Bem diferentes do povo de Londres. E nem estou falando apenas dos ingleses.
O sol foi gentil e permaneceu durante o dia, o que deixa tudo ainda mais bonito.
Como todo mundo sabe, na Holanda o uso de drogas leves é permitido, assim como o casamento entre homossexuais. Essa liberdade constrasta bastante com o ar histórico que Amsterdam carrega, mas é justamente isso que torna a cidade tão interessante.
Os coffee shops, lugares onde são vendidas as ervas e onde também é permitido o consumo das mesmas, estão sempre abertos e sempre cheios de pessoas. Até ano passado também era permitido o consumo de fungos alucinógenos -- os cogumelos. Mas após o suicídio de uma turista francesa depois de ter ingerido os tais fungos, o governo holandês aprovou uma lei que proíbe o consumo. Mas mesmo assim eles são vendidos em algumas lojas.
O cheiro de erva está no ar. E tem de tudo para quem quer curtir uma "trip", desde balinhas, pirulitos e bombons até chás, cafés, capuccinos e chocolates quentes. O ingrediente em comum: cannabis.
Os coffee shops, lugares onde são vendidas as ervas e onde também é permitido o consumo das mesmas, estão sempre abertos e sempre cheios de pessoas. Até ano passado também era permitido o consumo de fungos alucinógenos -- os cogumelos. Mas após o suicídio de uma turista francesa depois de ter ingerido os tais fungos, o governo holandês aprovou uma lei que proíbe o consumo. Mas mesmo assim eles são vendidos em algumas lojas.
O cheiro de erva está no ar. E tem de tudo para quem quer curtir uma "trip", desde balinhas, pirulitos e bombons até chás, cafés, capuccinos e chocolates quentes. O ingrediente em comum: cannabis.
A noite.
Agora que é inverno, anoitece ainda mais cedo, perto de 17h. E junto com a noite vem a outra parte de Amsterdam.
O movimento mais intenso se concentra nas ruas e praças centrais, onde há bastantes lojas, bares, restaurantes, cafés, sex shops, coffee shops, etc. Mas a grande atração está na Red Light, rua famosa pela prostituição. As prostitutas ficam nas janelas ou portas de vidro (que sempre estão fechadas) em trajes bem insinuantes, sentadas ou dançando e convidando com o olhar quem parece estar interessado em entrar. Uma vez que o(a) interessado(a) sinaliza sua intenção, elas abrem a porta para que ele(a) entre. Super organizado. Não tirei foto dessas vitrines pois em algumas delas havia adesivos informando que era proibido. E para não arrumar confusão em território estrangeiro, não quis me arriscar.
Nas esquinas e parados em alguns pontos das ruas ficam várias pessoas oferecendo drogas, não só as legais, mas as ilegais também. Engraçado foi o cara que me abordou na rua para oferecer cocaína. Fiquei pensando no que fez aquele ser humano achar que eu estivesse interessada em comprar cocaína. Hehehehe. Mas depois vi que eles oferecem para todo mundo. A gente passa por eles na rua e eles ficam oferecendo baixinho o que têm para vender.
Dizem que as noites de Amsterdam são as melhores para quem curte baladas. E que o negócio é "out of the house". Hahahaha. Tudo sem pudores. Tudo liberadaço. Li em algum artigo que isso faz com que as pessoas percam a noção do que é certo e do que é errado. Mas quem foi que disse que o certo é o certo e que o errado é errado, né? É uma questão de opinião e ponto de vista.
Agora que é inverno, anoitece ainda mais cedo, perto de 17h. E junto com a noite vem a outra parte de Amsterdam.
O movimento mais intenso se concentra nas ruas e praças centrais, onde há bastantes lojas, bares, restaurantes, cafés, sex shops, coffee shops, etc. Mas a grande atração está na Red Light, rua famosa pela prostituição. As prostitutas ficam nas janelas ou portas de vidro (que sempre estão fechadas) em trajes bem insinuantes, sentadas ou dançando e convidando com o olhar quem parece estar interessado em entrar. Uma vez que o(a) interessado(a) sinaliza sua intenção, elas abrem a porta para que ele(a) entre. Super organizado. Não tirei foto dessas vitrines pois em algumas delas havia adesivos informando que era proibido. E para não arrumar confusão em território estrangeiro, não quis me arriscar.
Nas esquinas e parados em alguns pontos das ruas ficam várias pessoas oferecendo drogas, não só as legais, mas as ilegais também. Engraçado foi o cara que me abordou na rua para oferecer cocaína. Fiquei pensando no que fez aquele ser humano achar que eu estivesse interessada em comprar cocaína. Hehehehe. Mas depois vi que eles oferecem para todo mundo. A gente passa por eles na rua e eles ficam oferecendo baixinho o que têm para vender.
Dizem que as noites de Amsterdam são as melhores para quem curte baladas. E que o negócio é "out of the house". Hahahaha. Tudo sem pudores. Tudo liberadaço. Li em algum artigo que isso faz com que as pessoas percam a noção do que é certo e do que é errado. Mas quem foi que disse que o certo é o certo e que o errado é errado, né? É uma questão de opinião e ponto de vista.
Vale a pena conhecer.
Nas fotos:
1. Turístico. Só para lembrar que você está em Amsterdam.
2. Um dos mais de 100 canais.
3. Cabaré e coffe shop. É Amsterdam.
4. Paisagem sempre linda.
5. Bicicletas aos montes. Em todos os lugares.
E no mais, saudades!
Super beijo
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
La ville lumiére


Então, é realmente verdade. As pessoas têm verdadeira razão quando dizem que não existe como não se apaixonar por Paris, pois ela é deveras linda, encantadora, iluminada.
Estive lá por 3 dias que passaram muito rápido e não permitiram que eu visse tudo o que eu gostaria, mas tudo o que vi foi realmente lindo.
É daquelas cidades que quando vamos embora, já ficamos fazendo planos para voltar novamente.
Mesmo com o inverno, onde as árvores ficam todas sem folhas e a paisagem é quase que completamente sépia, tudo é muitíssimo belo. Fiquei imaginando a cidade na primavera.
Estive lá por 3 dias que passaram muito rápido e não permitiram que eu visse tudo o que eu gostaria, mas tudo o que vi foi realmente lindo.
É daquelas cidades que quando vamos embora, já ficamos fazendo planos para voltar novamente.
Mesmo com o inverno, onde as árvores ficam todas sem folhas e a paisagem é quase que completamente sépia, tudo é muitíssimo belo. Fiquei imaginando a cidade na primavera.
Uma das coisas que não consegui fazer foi andar de "vélibe". Em resumo, é um sistema (muitíssimo organizado) que disponibiliza bicicletas para as pessoas andarem pela cidade, pagando uma pequena taxa. A idéia é ótima, pois além das pessoas apreciarem a belíssima paisagem urbana parisiense, há a questão ecológica. Além de, claro, desafogar o trânsito, que em alguns pontos é um caos onde todos se acham. Uma graça.
Mas estava realmente muito frio. Seria quase suicídio andar de bici. Rs.
Mas estava realmente muito frio. Seria quase suicídio andar de bici. Rs.
Andei bastante por lá. É legal andar a pé, pois assim se acaba vendo muita coisa que de carro acaba passando despercebida.
Dos tradicionais fui no Arco do Triunfo, Museu Militar, Torre Eiffel, Louvre (17 quilômetros de galerias), Chateau de Versailles (lindo, gigante e muito luxuoso), Champs Élyseés (o mundo lá), Galeries Lafaytte (perfeita para gastar "muita" grana), Notre-Dame (emocionante), Jardim de Luxemburgo (sem palavras, muito lindo).
Dos tradicionais fui no Arco do Triunfo, Museu Militar, Torre Eiffel, Louvre (17 quilômetros de galerias), Chateau de Versailles (lindo, gigante e muito luxuoso), Champs Élyseés (o mundo lá), Galeries Lafaytte (perfeita para gastar "muita" grana), Notre-Dame (emocionante), Jardim de Luxemburgo (sem palavras, muito lindo).
Andando por lá ainda passei na igreja onde está a Linha Rosa, que aparece no filme O Código da Vinci; na famosa ponte que atravessa o Sena onde muitos pedidos de casamento são feitos (cenário de cenas de vários filmes); no pub onde está a última guilhotina usada para execusão de um criminoso na França (em 1977, há pouco tempo); na rua onde morou Napoleão antes de se tornar um ser histórico; nas lindas fontes de Paris; no mercado de Natal cheio de mil cheiros deliciosos; e no meio da multidão de turistas e franceses que andam pelas ruas de lá.
Engraçado foi o dono bem-humorado de uma cafeteria que nos abordou quando entramos no estabelecimento, fazendo propaganda das comidas que servia na casa. Perguntou de onde éramos e quando falamos que éramos do Brasil, ele perguntou se agora era verão lá. Respondemos que sim e ele fez uma dancinha meio Carmem Miranda e falou: "Biquiní, biquiní" (com o acento na última silaba, como um bom francês, rs) e depois começou a cantarolar Cidade Maravilhosa. Achei muito engraçado. Ele era bastante simpático.
E tudo me encantou muito, muito, muito.
Tirei muitas fotos, então coloquei outros posts apenas com fotos.
Tirei muitas fotos, então coloquei outros posts apenas com fotos.
Nas fotos desse post:
1. Notre Dame.
1. Notre Dame.
2. Lago do Jardim de Luxemburgo.
3. Galeries Lafayette.
4. La Fontaine.
5. Mercado de Natal na Champs Élysées.
E no mais, as saudades de sempre.
Super beijo para todos.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Beatles, a herança inglesa!
Eles estão com suas carinhas estampadas em mil coisas, em diversos lugares, de inúmeras maneiras. Estão na lembrança, na história, na alma da Inglaterra. Imortais, absolutamente. Virarão lenda, com certeza. Pois chegará um dia em que não existirá mais uma alma viva que tenha ido ao show, ou que os tenha visto, ou que os tenha acompanhado, mesmo de longe, ou que tenha vivido a deliciosa e revolucionária década de 60. Mas, ainda assim, eles serão ídolos. Suas músicas serão cantadas e ainda emocionarão uma legião de novos e velhos fãs. Para sempre.
Ainda não fui à Liverpool. Mas hoje fui até a Abbey Road, a famosa avenida onde a foto da capa do disco dos Beatles, que leva o mesmo nome da rua, foi tirada. Nessa mesma rua fica o estúdio onde foi gravado o mesmo disco. Tudo Abbey Road. Tudo emocionante.
Depois passei em frente à atual casa de Paul McCartney. No muro da casa, assim como no muro do estúdio Abbey Road, há um monte de recados e declarações de fãs que passam por lá. Hoje o movimento estava bem tranquilo, mas em alguns dias fica complicado transitar na região, principalmente para automóveis.
E o coração bateu forte...
Fico imaginando quando for à Liverpool.
Nas fotos:
1. Placa com o nome da rua.
2. Atravessando a Abbey Road.
3. Porta do estúdio.
4. Abbey Road Studio.
5. "All you need is love" escrito com corretivo no muro do estúdio.
E no mais, as saudades de sempre.
Super beijo.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Cold, cold, cold!
Oi pessoas!
Então, estou por aqui novamente. Só que em 3 meses algumas coisas mudaram, como por exemplo a estação. De verão passou para outono, mas o outono veio com cara de inverno. Cara bem bonita, mas muito fria. Aliás, gelada! Ou melhor, congelante!
Quando tem sol é realmente bonito, apesar das folhas das árvores estarem todas no chão, mesmo assim ainda é bonito.
Domingo nevou. Primeiras impressões do inverno que só vai começar de verdade em dezembro. Bem lindo quando se olha da janela, dentro da casa quentinha.
O vento parece que corta a gente no meio, não interessa quantos casacos, cachecóis, luvas e gorros esteja usando. É realmente frio. Ainda mais para nós que estamos acostumados com o clima tropical do Brasil.
Se no verão anoitecia após às 22h, no inverno já está totamente escuro antes das 17:00h. O dia passa rapidinho. A noite dura bastante.
Mas isso não é motivo para as pessoas ficarem em casa. Pelo contrário, pois está sempre tudo bastante cheio. Mercados, pubs, restaurantes, metrôs, ônibus, etc. Aos montes, curtindo a estação na rua. Claro!
Domingo estive (novamente) em Camden Town, Leicester Square e Oxford Circus. Outra paisagem, com menos verde e com a decoração natalina, que é linda. O comércio rolando em ritimo acelerado. Aliás, se existe mesmo uma crise mundial, ela não afetou Londres. Rs. Brincadeira, claro. Mas confesso que fiquei impressionada com a quantidade de pessoas que estavam fazendo compras no final de semana. Fui a um shopping na Oxford Circus onde há lojas como Miu-Miu, Gucci, Prada, Chanel, Burberry, John Galiano, Alexander McQueen, Armani, Chloë, Calvin Klein, Yves Saint Laurent, etc, etc, etc, e as lojas estavam todas cheias. Pessoas com várias sacolas nas mãos e ombros, realmente "comprando". Na Louis Vuitton existia uma fila na porta, de mais ou menos umas 20 pessoas aguardando para poder entrar na loja. Muito interessante mesmo.
E de mais interessante, fui também na National Gallery. Eu já havia ido em agosto, mas foi apenas uma passada rápida, para conhecer. Dessa vez andei um bom tempo lá por dentro. A galeria expõe 2.300 obras. Todas pinturas. Os mais famosos: Monet, Renoir, Leonardo da Vinci, Van Gogh, Rembrandt, Botticelli, Turner, Velazques.
O mais bacana é ver as aulas de arte que rolam no museu. Crianças de 6-7 anos, todas sentadas em frente ao Bacchus and Ariadne, de Titian, e a professora explicando a cena retratada no quadro. Interessante mesmo.
Por enquanto estou por fora das notícias e fofocas. Rs. Não tenho lido o jornal.
E nesse momento é isso.
Vou escrevendo e postando fotos pelo menos uma vez por semana.
Nas fotos:
1. Traffalgar Square. Mr. Nelson lá em cima, atrás de mim.
2. O inverno prometendo. Vista da janela do quarto às 8h da manhã de domingo.
3. Leicester Square no outono e o cine Odeon.
4. Em Portobello Market. Delícias por todos os lados.
5. Vizinhança. Rua da casa onde moro em Kensal Rise.
E no mais, saudades da terrinha e do meu povo. Sempre, sempre, sempre.
Beijo para todos.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Adaptação
Exatamente hoje está fazendo 3 semanas que estou Londres, e agora já caiu a ficha que eu não sou turista por aqui. Virei cidadã estrangeira (rs). Mas nos primeiros dias parecia que era só uma viagem de passeio e que no final de semana eu já ia voltar para casa. Isso é uma das coisas que a saudade faz com a gente. Enfim...
Minha adaptação está indo bem. Acho que já estou um tanto ambientada e à vontade por aqui. Eu até já durmo no metrô de manhã, no caminho para a escola, que leva 1 hora. Dá um sono tão incontrolável...
Também aconteceu que eu mudei de casa. Agora estou em Langdon Park, oeste de Londres. Eu preferia onde estava antes, pois era mais perto do centro, a região era mais bonita e tinha um parque perto do flat, como eu já tinha comentado numa outra postagem. Com a mudança para cá, parei de correr. Mas não foi por preguiça.
Ainda continuo andando bastante por aqui. Na semana retrasada eu estive em Docklands, que é perto de onde moro agora. Que região linda!!! Eu até postei uma foto no último post. Parece Puerto Madero... Aliás, assim como em Buenos Aires, a área portuária de Londres foi revitalizada, virando um centro comercial e gastronômico que oferece, além de boa comida e boas compras, uma paisagem espetacular. Quando o sol está se pondo, então... Sem noção. Adorei aquele lugar.
Estive em Oxford Street, uma besteira imensa que fiz no sábado passado. Essa rua é a mais movimentada de Londres. Ferve total. Imagina no verão, com a cidade entupida de turistas e com as lojas todas em liquidação -- e descontos que vão até 70%. Não dava para andar. Mas para quem curte uma muvuca e gosta de gastar, a Oxford é um ótimo lugar. Centenas de lojas, mercados, restaurantes... Tudo na mesma rua. Sem falar nas perpendiculares. É bom reservar boas horas para andar por lá. Ter pressa = ficar irritado.
Outro lugar muito bacana onde estive foi em Covent Garden. É área para turistas que gostam de fazer compras, mas com um pouco mais de tranquilidade. A região é super bonita, com um mercado que, além de lojinhas bacaninhas, tem restaurantes e cafés que deixam no ar um cheiro delicioso. À tarde tem um cheiro de "coisa doce" que é muito bom... Deixa a gente com uma vontade enorme de sentar num café, pedir um capuccino e um pedaço de bolo.
E também tem as lojas de rua, que vão de H&M, M&S e Next até Hugo Boss, Diesel, Guess, Miss Sixty, etc. Tem atrativos para diversos tipos de bolsos.
Mais um lugar onde o fluxo de pessoas -- e turistas -- é incessante e intenso é na Leicester Square. Restaurantes, pubs, pizzarias, sanduícherias, fast food, lojinhas e barraquinhas que vendem souveniers... E além disso, teatros e cinemas. A lista de filmes, musicais e peças teatrais que são apresentados toda semana é imensa. Para todos os gostos, mas não diria para todos os bolsos. Alguns musicais e peças de teatro estão na faixa de 60 libras, o que dá em torno de 210 reais. Para mim, é bastante.
E mais um monte de coisa...
Nas fotos:
1. O "Grande" Ben e o Parlamento
2. The National Gallery
3. Praça de Leicester Square
4. Covent Garden Market
5. Estátua Viva - Artista de rua em Covent Garden. Atrás, a Swarovski
"Tempo a gente tem
Quanto a gente dá
Corre o que correr
Custa o que custar"
(Rodrigo Amarante)
Saudades da terrinha.
Beijo para todos.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Some pictures...
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Primeiros Passos
Numa típica segunda-feira de verão londrino, escrevo neste blog pela primeira vez desde que cheguei em Londres.
É verdade que escrevo um pouco tarde em função dos imprevistos que tive com a internet.
E por esse motivo acumulei muitas coisas para contar.
Cheguei numa cidade gelada, com garoa e um vento congelante. Detalhe: no verão. Pensei que estava perdida, pois se no verão já era assim, imagina no inverno. Mas os dias foram melhorando e agora posso dizer que está calor e que o clima aparenta um verão. Não como faz no Brasil, claro, mas está quentinho. Nesses últimos dias nem usei casaco. E nos primeiros até cachecol eu usei.
As pessoas aproveitam muito o verão aqui. Dizem que essa estação é a "felicidade suprema" para eles, pois anoitece lá pelas 22h, o que possibilita aproveitar bem o dia. Os cardápios nos restaurantes mudam (summer menu), os parques ficam cheios de gente fazendo piqueniques, caminhando, correndo, andando de bicicleta/roller/patinete, brincando com o cachorro, conversando, bebendo vinho ou cerveja (muitas garrafas), tomando sol, etc. Sem contar que eles não precisam andar com quilos de roupa para se manterem aquecidos na rua.
É bem bacana. Já que Londres não tem litoral, quem não pode ir à praia aproveita da forma que é possível. E como a cidade tem muitas opções de lazer, não dá nem para reclamar.
Já andei bastante por aqui. Agora que descobri como usar o metrô, ficou tudo mais fácil. De fato, o metrô é o meio de transporte mais fácil para se locomover por aqui, mas não é o mais barato. Dizem que ônibus é mais em conta, mas ainda não me aventurei. Como moro numa casa onde a estação fica ao lado, nem penso em utilizar ônibus.
Por enquanto estou morando em Maida Vale, um bairro lindo, com um parque (Paddington Recreation) bem pertinho do flat, onde estou indo caminhar e correr quase todos os dias. O bairro é muito recomendado para morar.
Dos tradicionais aos achados por acaso, estive em bastantes lugares. Alguns que voltarei com certeza muitas e muitas vezes. Tem muita coisa boa e interessante para ver por aqui. E pessoas de todas as partes do mundo.
O corre-corre nas ruas e metrôs é intenso e incessante. Vida normal de quase todo mundo. Mas enquanto estão parados (esperando o próximo trem ou mesmo dentro de um), todos lêem. As pessoas lêem muito e de qualquer jeito, mesmo em pé, com o trem em movimento. Livros, revistas, jornais... Não importa o que é, mas estão sempre lendo, e muitas vezes, ao mesmo tempo, ouvindo música em seus IPods.
Orgulho: ver o Gigante (Yellow Giant) -- concebido pelos conterrâneos Otávio e Gustavo Pandolfo (Os Gêmeos) -- muito à vontade e bem ambientado na fachada do Tate Modern.
Estive lá mas não consegui ver tudo. É preciso bem uns 3 dias para olhar tudo com atenção. Mas adianto que as horas andadas por lá valem muito à pena.
Unbelievable: perder o show do Mano Chao que aconteceu no sábado retrasado, 19/07, "grátis", num parque em Victoria City. Isso foi realmente triste. Quando vimos o cartaz, já era domingo. Pois agora...
Diversão: andar por Camden Town. É underground, fashionable, alternativo, punk fashion, freak... Tudo ao mesmo tempo num só lugar. E ninguém acha nada estranho. Todos ficam muito bem à vontade. Muito super. Lá tem um mercadão alternativo onde se encontra de tudo. De móveis até comida, passando por roupas, sapatos, decoração, brinquedos, música, brechós, futilidades hi-tech's, eletrônicos, livros, souveniers, etc, etc, etc. Até agora, o melhor lugar que eu vi para fazer ótimas compras após um bom "garimpo". Leva tempo, então é bom reservar uma tarde inteira.
A mais ouvida: a frase mais ouvida aqui (pelo menos por quem utilliza os metrôs como meio de transporte) é "Mind the gap, please!". Quando o trem pára nas plataformas fica um pequeno espaço entre eles (trem e plataforma), onde pode acontecer algum acidente com quem se descuidar, como uma queda, por exemplo. Então constantemente ouve-se uma voz nos altos falantes que repete "Mind the gap, please!" (Por favor, cuidado com a "brecha").
Celebridades: os pop's mais comentados no momento são Amy Winehouse e Cristiano Ronaldo. Eles dividem um espaço nos jornais impressos todos os dias, pelo menos desde que estou aqui. Qualquer coisa, por mais sem importância que seja, vira notícia quando se trata de um deles. Na semana passada a reportagem de capa de um jornal de metrô era o Cristiano Ronaldo indo ao supermercado com uma camiseta pink e um short metálico. Muito últil para a vida das pessoas.
E para quem ainda não sabe a Amy ganhou uma estátua no Madame Tussaud's na semana passada. Ainda não estive lá, mas assim que possível irei.
Nas fotos:
1. Horse Tunnel Market, o mercado de Camden Town;
2. O Gigante;
3. Fachada do Tate Modern;
4. The Serpetine;
5. O Thames atrás de mim.
Bom, tem um montão de coisa além disso, mas vou comentando aos poucos, nas próximas postagens.
Acho que é isso.
E no mais, saudades da terrinha e do meu povo.
Um beijo para todos.
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